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Cesárea minimamente
invasiva começa a ganhar destaque no Brasil.
Os procedimentos e o instrumental
cirúrgicos utilizados no procedimento minimamente invasivo
são praticamente os mesmos da cesárea padrão.
A diferença principal é que os músculos não
são descolados e nem cortados, como no procedimento comum,
o que traumatiza menos vasos menos nervos e, consequentemente, provoca
menos áreas que precisam de cicatrização. São
realizados apenas quatro planos de sutura, contra sete da cirurgia
padrão. Isso significa a utilização de menos
sutura, o que diminui as chances de irritações e inflamações.
A maior vantagem do procedimento minimamente invasivo está
na recuperação da paciente – que dura apenas
de um a dois dias. Com menor numero de incisões, o pós-operatório
também se torna mais favorável. Seis horas após
a operação, a paciente já pode se levantar
e caminhar.
A técnica batizada de Misgav Ladach, foi desenvolvida no
hospital israelita de mesmo nome pelo professor Michel Stark, em
1994. no Brasil, o principal divulgador do novo procedimento é
o obstetra paulista Thomaz Gollop, que abandonou o método
tradicional em suas cirurgias já há um ano.
“Os médicos aprendem a técnica nova participando
ou assistindo a cerca de quatro procedimentos”, garante o
doutor Gollop. O cirurgião também menciona as vantagens
do procedimento na diminuição de custos de hospitais
públicos e privados. “A técnica reduz em 30%
o tempo de internação das pacientes, o tempo cirúrgico
é quase a metade em relação ao método
tradicional e a necessidade de analgésicos tembém
é diminuída”, enumera o obstetra. Gollop ainda
lembra que, por ser menos oneroso, o procedimento minimamente invasivo
foi recomendado pela Organização Mundial de Saúde
(OMS) aos países em desenvolvimento.
O cirurgião cita casos em que o procedimento foi utilizado
em partos de bebês maiores ou sentados, sem que houvesse qualquer
alteração ou fator de impedimento. Aponta, ainda,
evidências de estudo recentes de que mulheres que fazem parto
normal desenvolvem de sete a onze vezes mais lesões no tecido
da pelve.
Os resultados da adoção da técnica minimamente
invasiva serão apresentados pelo o doutor Gollop no Congresso
Mundial de Controvérsias em Ginecologia e Obstetrícia,
em Atenas. Representando a Pro Matre e o Hospital Albert Einstein,
o obstetra irá retratar 35 casos de partos realizados com
a técnica.
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