Especialidades

A Clínica realiza atendimentos nas áreas de ginecologia clínica e cirúrgica, vídeo-laparoscopia, cirurgia do assoalho pélvico, histeroscopia, mastologia, obstetrícia e medicina fetal.

Cesárea Minimamente Invasiva

Esta é uma técnica de cesariana intruduzida na Europa e nos Estados Unidos simultaneamente em 1995 e no Brasil em 2003, capaz de reduzir o tempo cirúrgico, a dor e melhorar a recuperação da mulher no pós-parto. No Brasil ele já é ensinado em diversas escolas médicas e já tem comprovação de bons resultados há mais de 10 anos.

O método foi criado em Israel pelo Dr. Michael Stark. A ideia é traumatizar o mínimo possível os sete tecidos abdominais que precisam ser abertos antes da retirada do bebê. A abertura do abdome é feita de um jeito bem menos agressivo:

1. O médico corta a pele e o tecido subcutâneo — a gordura — da mesma forma que na cirurgia convencional.
2. Depois corta a aponevrose, uma capa que recobre os músculos. Aqui surge a grande diferença: no método tradicional, ela é descolada dos músculos até o umbigo, lesando nervos e vasos. Na nova técnica isso não acontece.
3. Outra mudança importante: os músculos são separados com a mão, em vez de cortados.
4. O peritonio parietal (aquele que reveste a parede abdominal internamente) é aberto no sentido transverso e não no longitudinal evitando-se lesões da bexiga. Por sua vez a bexiga não é descolada do útero.
5. Por fim, abre a parede do útero e o bebê é retirado.
6. No lugar das sete camadas que eram suturadas antigamente suturamos apenas quatro: útero, aponeurose, subcutâneo e pele. Isto significa menos dor pós-operatória, menor tempo cirúrgico, diminuição de custos, recuperação mais rápida e menor necessidade de analgésicos.

As vantagens da Cesárea Minimamente Invasiva são a diminuição em cerca de 10 minutos no tempo da cirurgia; menor lesão dos tecidos porque são feitos menos cortes; menos sangramento durante a cirurgia; menos dor no período pós-operatório e redução do uso de analgésicos.

O Prof. Dr. Thomaz Gollop é um dos introdutores desta técnica aqui no Brasil. Realiza cesarianas minimamente invasivas há mais de 10 anos. Além disso já foi possível observar pacientes que foram submetidas à cesárea minimamente invasiva em uma e duas gestações subsequentes o que demonstra a grande aceitação do método pelas gestantes e comprova o sucesso cirúrgico da técnica. Além disso a técnica permite minimizar aderências nos tecidos da paciente.
 
Depoimento de pacientes que realizaram a nova técnica de cesárea:

A publicitária paulista Ana Lúcia Gianullo, 41 anos, tem experiência de sobra com cesáreas: passou por três. Nas duas primeiras a recuperação foi lenta e complicada. Tanto que, só depois de 15 dias, ela conseguiu se levantar sem muita dificuldade. Já no parto de Thomaz tudo foi diferente. "Com a nova técnica, quase não senti dor e em quatro dias já estava dirigindo", conta. (publicado na SAÚDE! é vital - Agosto 2004 - por Gabriela Cupani).
“Fiz a cesárea minimamente invasiva quando tive meu segundo filho, Leonardo, há dois meses”. Na minha primeira gravidez também passei por uma cesárea, mas fiz a cirurgia pelo método tradicional porque essa técnica ainda não era usada aqui no Brasil.
A minha recuperação no período pós-operatório não tem comparação. Depois do primeiro parto, quando nasceu o Felipe, demorei cerca de um mês para retomar as minhas atividades normalmente.
Nessa segunda cesárea foi completamente diferente: em uma semana eu já estava dirigindo e brincando no escorregador com o meu filho. Não sentia dores. Era como se eu tivesse passado por um parto normal.
Para mim, os procedimentos cirúrgicos nas duas cesáreas são praticamente os mesmos porque eu recebi anestesia e não senti nada. Mas, na segunda vez, além de eu ter ficado dois dias a menos internada, o fundamental foi a minha recuperação: as dores que eu tinha eram totalmente suportáveis e não precisei ficar tomando analgésicos.
Eu soube do método menos invasivo pelo meu médico, cerca de dois meses antes da cirurgia. Eu não tinha como fazer parto normal por causa da posição do bebê. Como ele é médico da família há muitos anos e eu confio muito no seu trabalho, não pensei duas vezes e aceitei fazer essa cesárea. Por ter passado pelas duas experiências, posso dizer que essa técnica é muito melhor. “Mas é fundamental uma boa relação entre o médico e a paciente.”
Priscilla Ejzenbaun. (publicado na Folha de São Paulo – Cotidiano – 18/9/2005)