|

|
Cesárea Minimamente
Invasiva
Esta é uma nova técnica de cesariana capaz de reduzir
o tempo cirúrgico, a dor e melhorar a recuperação
da mulher no pós-parto. O método já é
utilizado nos Estados Unidos, na Europa, na China e na Índia
e agora ganha adeptos no Brasil.
O método foi criado em Israel pelo Dr. Michael Stark. A idéia
é traumatizar o mínimo possível os sete tecidos
abdominais que precisam ser abertos antes da retirada do bebê.
A abertura da barriga é feita de um jeito bem menos agressivo:
1. O médico corta a pele e o tecido subcutâneo —
a gordura — da mesma forma que na cirurgia convencional.
2. Depois corta a aponevrose, uma capa que recobre os músculos.
Aqui surge a grande diferença: no método tradicional,
ela é descolada dos músculos até o umbigo,
lesando nervos e vasos. Na nova técnica isso não acontece.
3. Outra mudança importante: os músculos são
separados com a mão, em vez de cortados.
4. O médico corta duas camadas de peritônio, membrana
que envolve os órgãos internos, mas não descola
esse tecido da bexiga, como na técnica convencional.
5. Por fim, abre a parede do útero e o bebê é
retirado.
6) No lugar das sete camadas que eram suturadas antigamente suturamos
apenas quatro: útero, aponeurose, subcutâneo e pele.
Isto significa menos dor pós-operatória, menor tempo
cirúrgico, diminuição de custos, recuperação
mais rápida e menor necessidade de analgésicos.
As vantagens da Cesárea Minimamente Invasiva são a
diminuição em cerca de 10 minutos no tempo da cirurgia;
menor lesão dos tecidos porque são feitos menos cortes;
menos sangramento durante a cirurgia; menos dor no período
pós-operatório e redução do uso de analgésicos.
O Prof. Dr. Thomaz Gollop é
um dos introdutores desta técnica aqui no Brasil. Realiza
cesarianas minimamente invasivas há 3 anos.
Depoimento de pacientes
que realizaram a nova técnica de cesárea
A publicitária paulista
Ana Lúcia Gianullo, 41 anos, tem experiência de sobra
com cesáreas: passou por três. Nas duas primeiras a
recuperação foi lenta e complicada. Tanto que, só
depois de 15 dias, ela conseguiu se levantar sem muita dificuldade.
Já no parto de Thomaz tudo foi diferente. "Com a
nova técnica, quase não senti dor e em quatro dias
já estava dirigindo", conta. (publicado na
SAÚDE! é vital - Agosto 2004 - por Gabriela Cupani)
“Fiz a cesárea minimamente invasiva quando tive
meu segundo filho, Leonardo, há dois meses. Na minha primeira
gravidez também passei por uma cesárea, mas fiz a
cirurgia pelo método tradicional porque essa técnica
ainda não era usada aqui no Brasil.
A minha recuperação no período pós-operatório
não tem comparação. Depois do primeiro parto,
quando nasceu o Felipe, demorei cerca de um mês para retomar
as minhas atividades normalmente.
Nessa segunda cesárea foi completamente diferente: em uma
semana eu já estava dirigindo e brincando no escorregador
com o meu filho. Não sentia dores. Era como se eu tivesse
passado por um parto normal.
Para mim, os procedimentos cirúrgicos nas duas cesáreas
são praticamente os mesmos porque eu recebi anestesia e não
senti nada. Mas, na segunda vez, além de eu ter ficado dois
dias a menos internada, o fundamental foi a minha recuperação:
as dores que eu tinha eram totalmente suportáveis e não
precisei ficar tomando analgésicos.
Eu soube do método menos invasivo pelo meu médico,
cerca de dois meses antes da cirurgia. Eu não tinha como
fazer parto normal por causa da posição do bebê.
Como ele é médico da família há muitos
anos e eu confio muito no seu trabalho, não pensei duas vezes
e aceitei fazer essa cesárea.
Por ter passado pelas duas experiências, posso dizer que essa
técnica é muito melhor. Mas é fundamental uma
boa relação entre o médico e a paciente."
Priscilla Ejzenbaun.(publicado na Folha de São Paulo
– Cotidiano – 18/9/2005)
Veja algumas matérias
publicadas sobre a cesária minimamente invasiva.
- Técnica
de cesárea acelera a recuperação após
o parto (Folha de São Paulo - Cotidiano - 18/9/2005)
- Perigos
da cesárea dividem especialistas (Folha de S. Paulo - 11
de Janeiro de 2006)
- Nova Técnica para Cesárea
(Femina - Setembro 2004) *artigo
científico.
- Cesárea light (Isto é/1830
– Medicina & Bem-Estar – 3 de novembro de 2004)
- Cesária Minimamente Invasiva
é a novidade da obstetrícia (Folha Universal, nº648
– 05 a 11 de setembro de 2004)
- Cesárea
de cara nova (SAÚDE! É vital – agosto 2004)
- Cesárea minimamente invasiva
começa a ganhar destaque no Brasil. |