Diagnóstico Pré-Implantacional
As técnicas de Diagnóstico Pré-Implantacional
permitem estudar as características genéticas do embrião antes que
ele seja implantado no útero.
O diagnóstico é feito nos primeiros
estágios do desenvolvimento embrionário, após um ciclo de fecundação
"in vitro". Com o auxílio de um micromanipulador, pratica-se
a biópsia embrionária, que consiste na remoção de uma ou duas células
(blastômero) de cada embrião para análise.
Durante o processo de diagnóstico,
os embriões são mantidos em cultura até a obtenção do resultado,
em seguida será feita apenas a transferência dos embriões normais.
Existe uma série de enfermidades
ligadas ao sexo, mais especificamente ao cromossomo "X",
que são transmitidas pelas mulheres e só afetam os homens, como
por exemplo a Hemofilia e a Distrofia Muscular de Duchenne. Graças
as técnicas de diagnóstico pré-implantacional é possível, nestes
casos evitar o nascimento de meninos afetados, transferindo-se somente
os embriões do sexo feminino.
A identificação do sexo nas
células biopsiadas realiza-se através da técnica de Hibridação
"in situ" por fluorescência (FISH), que consiste na
aplicação de sondas específicas para cada tipo de cromossomo,
permitindo a visualização do cromossomo "X" e do cromossomo
"Y" em cores diferentes.
Com essa técnica pode-se diagnosticas
também algumas alterações numéricas, como por exemplo, trissomia
dos cromossomos 21, 13 e 18 e aneuploidias do "X" e
do "Y".
Nas pacientes submetidas à fertilização
assistida e que estão com mais de 35 anos, há risco aumentado para
o aparecimento de embriões portadores de anomalias cromossômicas
(Síndrome de Down, por exemplo). Nestes casos, podemos estudar os
embriões antes da implantação e verificar se são cromossomicamente
normais.
A literatura tem mostrado que
o diagnóstico Pré-implantacional pode ser realizado também em
casos de enfermidades autossômicas (de origem genética, independente
dos cromossomos sexuais) com a utilização de técnicas de Biologia
Molecular.
Neste casos, realiza-se a biópsia
embrionária e posteriormente é detectado o gene causador da alteração,
através da utilização da técnica de Reação em Cadeia da Polimerase
(PCR), que permite a seleção dos embriões não afetados. Esta técnica
pode ser aplicada nos casos em que se conhece o gene e a seqüência
de DNA específica correspondente, como é o caso da Fibrose Cística.
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